LER DOCE PRAZER
“O caminho do leitor é comparável ao percurso de um rio que, da nascente à foz, se vai alimentando de vários afluentes, conquistando gradualmente a sua “voz“. José António Gomes (1996) Este espaço foi criado com o objetivo de ajudar a percorrer os caminhos que levam à descoberta do prazer de ler. Procuro, também, ir ao encontro do Plano Nacional de Leitura, que diz que «Um bom leitor é quase sempre um bom aluno», dando a conhecer algumas das atividades que se vão realizando.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
domingo, 4 de janeiro de 2026
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Ler doce ler
Os livros são casas
com meninos dentro
e gostam de os ouvir rir,
de os ver sonhar
e de abrir de par em par
as paisagens e as imagens,
para eles, lendo, poderem
sonhar.
Os livros gostam muito
de contar histórias,
mesmo que essas histórias
sejam contadas em verso
com a mesma naturalidade
com que eu escrevo,
com que eu converso.
Os livros também respiram,
e o ar que lhes enche as
páginas
tem o aroma intenso das
viagens
que eles nos convidam a fazer,
sempre à espera que a magia
daquilo que nos contam
possa realmente acontecer.
Os livros são novos e antigos,
mas não gostam de ter idade.
Disfarçam uma mancha, uma
ruga,
e gostam de viver em liberdade
numa prateleira alta,
sobre a mesa em que se
escreve,
ou nas bibliotecas da cidade.
E é por isso, porque o seu
tempo
é sempre maior que o tempo,
que eles não gostam de ter
idade.
Os livros gostam de adormecer
com os meninos, contarem-lhes
lendas, contos e histórias
que eles nunca hão de esquecer
e que outros livros mais novos
com eles hão de aprender.
E o que cada leitor
descobre ao lê-los
é que eles, de facto, gostavam
de saber.
(…)
FICHA DE
ORALIDADE 9
Relembra-se a necessidade de além do acompanhamento nas atividades escolares, os encarregados de educação poderem desempenhar um papel fundamental no apoio ao estudo de português em casa.
Incentivar a leitura diária é uma
forma eficaz de aumentar o vocabulário e estimular a imaginação dos alunos. Recomenda-se investir em bons livros, promover a leitura em
conjunto e visitar museus de ciência e arte, o que pode despertar o interesse
pela língua portuguesa e pela literatura.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Natal Divino
Natal divino ao rés-do-chão humano,
Sem um anjo a cantar a cada ouvido.
Encolhido
À lareira,
Ao que pergunto
Respondo
Com as achas que vou pondo
Na fogueira.
Miguel Torga
Falavam-me de Amor
Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
.
Menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Natália Correia
voto de Natal
Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as mãos dos meus
filhos. David Mourão-Ferreira,
Natal cada Natal
Quando na mais sublime dor,
A mulher dá à luz,
Há sempre um Anjo Anunciador
A murmurar-lhe ao coração — Jesus!
.
Cada criança é o Céu que vem
Pra nos remir do pecado
E as palhas d’oiro de Belém
Espalham-se no berço, como um Sol espelhado
.
Por sobre o lar presepial , o brilho
Da estrela abre o convite dos portais:
— Vinde adorar a floração do filho
No alvoroço da raiz dos pais.
– António Manuel Couto Viana
Natal… Natais…
Tu, grande Ser,
Voltas pequeno ao mundo.
Não deixas nunca de nascer!
Com braços, pernas, mãos, olhos, semblante,
Voz de menino.
Humano o corpo e o coração divino.
Cabral do Nascimento
Em cada estrela sempre pomos a
esperança
De que ela seja a mensageira,
E a sua chama azul encha de luz a terra inteira.
Em cada vela acesa, em cada casa, pressentimos
Como um anúncio de alvorada;
E ein cada árvore da estrada
Um ramo de oliveira;
E em cada gruta o abrigo da criança omnipotente;
Cabral do Nascimento
Versos de Natal
Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
Manuel Bandeira
Canto de Natal
O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.
Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
– Manuel Bandeira,
Noite estrelada, magia no ar,
Natal chegou, é hora de celebrar.
Com sorrisos e abraços a compartilhar,
Que a felicidade venha sem parar.
Neste Natal, que a luz do amor
Ilumine cada canto, cada coração.
Que a paz reine, sem dor nem rancor,
E a esperança floresça em união.
Neste Natal, o presente mais valioso,
É estar junto daqueles que são preciosos.
Com carinho e afeto, de coração a coração,
Feliz Natal, cheio de gratidão.
Chega o Natal, momento de paz,
onde o amor sempre se refaz.
Com esperança em cada lar,
um novo tempo vai começar.
O Natal chegou com encanto e luz,
trazendo esperança que nos conduz.
Que a alegria e o amor encham seu lar,
e a paz do Natal venha sempre brilhar.
Na árvore, as luzes cintilam tão belas,
Neste Natal, que seus sonhos sejam estrelas.
Com carinho e afeto, abraços e canções,
Que a alegria inunde em todas as direções.
Noite de paz, Jesus nasceu,
a esperança do mundo Ele nos deu.
No Natal lembramos com emoção,
o amor de Cristo em cada coração.
O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.
Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
Manuel Bandeira
Chove. É Dia
de Natal
Chove. É dia
de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Fernando Pessoa,
Luísa Ducla Soares
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Links para Cidadania
https://ensina.rtp.pt/artigo/o-que-e-saude-mental/ 1.60
https://ensina.rtp.pt/artigo/quanto-acucar-consomes-por-dia/ 2.30
https://ensina.rtp.pt/artigo/o-que-e-a-diabetes/ 1.41
https://ensina.rtp.pt/artigo/vinte-cigarros-por-dia-provocam-150-mutacoes-no-adn-por-ano/ 2.27
https://ensina.rtp.pt/artigo/descomplicar-comida-de-plastico-ou-alimentacao-saudavel/ 23.00
https://ensina.rtp.pt/artigo/higiene-e-problemas-sociais-a-toxicodependencia/ 2.16
https://ensina.rtp.pt/artigo/toxicodependencia-viver-so-por-hoje/ 28m
https://ensina.rtp.pt/artigo/higiene-pessoal-e-social/ 1.56
https://ensina.rtp.pt/artigo/ser-gentil-faz-bem-a-saude/ 1.44
https://ensina.rtp.pt/artigo/estilo-de-vida-saudavel-os-passos-fundamentais/ 2.26
https://ensina.rtp.pt/artigo/ecoponto-as-regras-da-separacao/
2.4
https://ensina.rtp.pt/artigo/a-nova-vida-das-embalagens/ 1.58
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
sábado, 22 de novembro de 2025
terça-feira, 18 de novembro de 2025
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Amigo de mesa não é de firmeza.
Não me dês nada, mas mostra-me agrado.
Amigo fiel e prudente é melhor do que parente.
Amigo velho vale mais que dinheiro.
Bom amigo é melhor do que parente ou primo.
Amigo diligente é melhor que parente.
Amigo verdadeiro, vale mais do que o dinheiro.
A casa do teu amigo não vás sem ser requerido.
Amigos de longe, contas de perto.
As boas contas fazem os bons amigos.
Amigos velhos, contas novas.
Amigos, amigos, contratos à parte.
Bom amigo: bom conselho.
Conselho de amigo: aviso do céu.
Quem me avisa meu amigo é.
Quem do amigo despreza o aviso, é ingrato e falta de siso.
Arrenego do meu amigo que me encobre o perigo.
Ao amigo não encubras o teu segredo, para que não venhas a perdê-lo.
Defeitos do meu amigo lamento-os, mas não os maldigo.
Quem não te ama, na praça te difama.
Nunca queiras do teu amigo mais do que ele quer contigo.
Do amigo não esperes aquilo que tu puderes.
Amigo não empata amigo.
Amigos e caminhos, se não se frequentam, ganham espinhos.
Aonde te querem muito, não vás muito a miúdo.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
terça-feira, 28 de outubro de 2025
"Escrever bem é uma arte. É a arte de combinar de forma sábia os diferentes domínios que atravessam a língua: o léxico, a ortografia, a sintaxe, a pontuação. E não só! Há muitos outros aspetos que contribuem para o sucesso de um texto, nomeadamente o estilo linguístico, que adotamos em função do nosso objetivo comunicativo: um estilo empático, persuasivo, assertivo ou outro. Convido-te a conheceres cinco dicas úteis que te permitirão escrever bons textos e que cumpram o seu objetivo comunicativo.
Planifica o teu texto
Grande parte do sucesso de um texto está, sem dúvida, na sua planificação. Tal como um arquiteto não começa nenhuma obra sem a projetar primeiro, assim devemos proceder quando temos de escrever um texto, seja uma carta de apresentação, um e-mail ou um simples convite.
Quais são, então, os passos a dar para se construir um bom texto?
1. Definir o tipo de texto que se vai escrever e os seus objetivos em função do destinatário.
2. Fazer uma lista (ou esquema) das ideias ou tópicos, sem qualquer preocupação de ordem.
3. Organizar esses tópicos, selecionando os relevantes e eliminando os supérfluos.
4. Estruturar o texto em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão e incluir em cada uma destas partes os tópicos selecionados.
Se deseja escrever bem, fazer um plano é, seguramente, o mapa orientador do caminho da escrita.
Escolhe as palavras certas e eficazes
As palavras são a matéria-prima da comunicação, por isso, devemos escolhê-las criteriosamente em função do nosso interlocutor. Escrevemos para quem nos lê, pelo que, devemos colocar o interesse do leitor acima de tudo.
Para que qualquer texto seja eficaz e cumpra o seu objetivo, as palavras não devem ser difíceis e desconhecidas, uma vez que dificultam a compreensão da mensagem e desmotivam quem o lê. Por exemplo, para quê usar a palavra monitorização se podemos optar por controlo? Ou porquê escolher o verbo rececionar se o verbo receber é muito mais simples? Evita o uso exibicionista de palavras demasiado eruditas e complicadas e opta sempre por palavras simples, comuns e reconhecidas instantaneamente pelo leitor.
Escolher as palavras certeiras e eficazes é garantia do sucesso do teu texto.
Sê claro, breve e objetivo
Escrever bem é também, e sobretudo, ser capaz de captar a atenção de quem o lê. Textos longos e demasiado palavrosos são a desculpa perfeita para o leitor desistir da leitura, por isso, se desejas cativá-lo do princípio ao fim, então sê claro, breve e objetivo!
A clareza é, sem dúvida, uma qualidade central de uma comunicação escrita eficaz! Quem lê quer compreender de imediato o que lê; quer evitar voltar atrás vezes sem conta; quer ler com prazer e sem esforço. Frases demasiado longas dificultam o processamento da mensagem, por isso, usa frases curtas, na ordem direta (sujeito, predicado, complementos), para serem facilmente entendidas logo na primeira leitura.
Intercalações intermináveis, frases dentro de outras frases são um terreno pantanoso que nenhum leitor quer percorrer. Ele até poderá saber onde está o sujeito, mas ficará seguramente preso num interminável labirinto até encontrar o predicado!
Facilita a vida ao teu leitor. Ele ficar-te-á muito agradecido
Articula bem o teu texto
Outra qualidade central de um texto é a sua coesão. Para que o texto seja uma unidade coesa e não um conjunto de frases soltas e “descosidas”, devemos recorrer a palavras que assegurem a articulação lógica entre as frases e os parágrafos. Essa articulação é conferida pelos articuladores discursivos, que são palavras que têm por função encadear as ideias de um texto, dando-lhe um fio condutor. Vejamos alguns dos mais frequentes:
• Para expressar opinião: “a meu ver, do meu ponto de vista, considero que…”;
• Para dar ênfase: “efetivamente, com efeito, na verdade…”;
• Para fazer uma chamada de atenção: “considere-se, atente-se, observe-se…”;
• Para mostrar oposição: “embora, no entanto, porém, contudo, todavia…”.
• E para concluir: “em suma, concluindo, finalmente…”.
Estes são alguns dos conectores que permitem um encadeamento lógico entre as frases e os parágrafos, facilitando a compreensão do texto ao seu leitor.
Causa impacto com o teu texto
Um texto pode estar irrepreensivelmente bem escrito, respeitando todas as regras ortográficas, sintáticas, de pontuação e ainda assim não causar qualquer impacto no leitor.
Qualquer tipo de texto tem uma intenção: um texto didático ensina; uma notícia informa; um romance emociona, etc., etc. Para que cada um destes objetivos seja alcançado, o texto deve conter marcas estilísticas que toquem e inspirem o leitor e, em certos casos, o levem a realizar uma determinada ação.
A língua dispõe de vários mecanismos que contribuem para o embelezamento e impacto de um texto. Objetivo? Tão-somente embelezar e valorizar!
Um dos recursos estilísticos mais eficazes na comunicação é a metáfora, que tem como propósito atribuir um sentido figurado às palavras. Eis um exemplo elucidativo:
Sentido literal: Escrever bem é uma tarefa muito difícil hoje em dia.
Sentido metafórico: Escrever bem é, hoje em dia, uma autêntica prova de esforço.
Mecanismos estilísticos como este são, sem dúvida, a maquilhagem do texto, que se quer bela, mas muito suave! Adornar o texto de forma equilibrada é, portanto, o sexto passo para o seu sucesso.
E agora?
Guarda estas dicas num “estojo de primeiros-socorros linguísticos” e nunca te esqueças: Escrever bem é uma tarefa difícil, mas possível! A escolha certeira das palavras e a sua boa articulação contribuirão seguramente para que possas elevar a tua comunicação escrita a um nível de excelência, projetando uma imagem sempre credível."
Os livros são casas
com meninos dentro
e gostam de os ouvir rir,
de os ver sonhar
e de abrir de par em par
as paisagens e as imagens,
para eles, lendo, poderem
sonhar.
Os livros gostam muito
de contar histórias,
mesmo que essas histórias
sejam contadas em verso
com a mesma naturalidade
com que eu escrevo,
com que eu converso.
Os livros também respiram,
e o ar que lhes enche as
páginas
tem o aroma intenso das
viagens
que eles nos convidam a fazer,
sempre à espera que a magia
daquilo que nos contam
possa realmente acontecer.
Os livros são novos e antigos,
mas não gostam de ter idade.
Disfarçam uma mancha, uma
ruga,
e gostam de viver em liberdade
numa prateleira alta,
sobre a mesa em que se
escreve,
ou nas bibliotecas da cidade.
E é por isso, porque o seu
tempo
é sempre maior que o tempo,
que eles não gostam de ter
idade.
Os livros gostam de adormecer
com os meninos, contarem-lhes
lendas, contos e histórias
que eles nunca hão de esquecer
e que outros livros mais novos
com eles hão de aprender.
E o que cada leitor
descobre ao lê-los
é que eles, de facto, gostavam
de saber.
(…)
FICHA DE
ORALIDADE 9