Também eu, também eu,
joguei às escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos…
Depois cresci,
tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi;
ficou-me, dos tempos de menino,
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.
Sebastião da Gama (Vila Nova de Azeitão, Setúbal, 10/4/1924 – Lisboa, 7/2/1952)
Poeta e professor de Português, colaborador das Revistas: Árvore e Távola Redonda, fundador da Liga para a Proteção da Natureza (1948), licenciado em Filologia Românica.
A cavalo
do tempo
Ando a cavalo do tempo,
anda o tempo a galopar.
Quando nasci fui bebé,
agora sei bem falar,
hei-de ser gente crescida
com força para trabalhar,
hei-de ter como os avós
muita coisa para lembrar.
Sempre a cavalo no tempo,
com o tempo a galopar.
Luísa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo
Ando a cavalo do tempo,
anda o tempo a galopar.
Quando nasci fui bebé,
agora sei bem falar,
hei-de ser gente crescida
com força para trabalhar,
hei-de ter como os avós
muita coisa para lembrar.
Sempre a cavalo no tempo,
com o tempo a galopar.
Luísa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo
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